# Prova de segunda chamada sem começar do zero

Segunda chamada não precisa ser uma cópia da primeira prova nem uma atividade improvisada. O caminho mais seguro é preservar os objetivos avaliados, mudar a situação e revisar se as duas versões realmente pedem um esforço comparável. A prova deve permitir uma nova oportunidade de demonstrar aprendizagem, sem transformar a ausência na primeira data em punição.

## Exemplo fictício completo

Considere a turma fictícia **8º ano B de Ciências**, da professora Ana. A segunda chamada preserva dois objetivos: explicar como mastigação e saliva participam do início da digestão e relacionar uma alimentação variada à oferta de diferentes nutrientes. Cada versão tem duas questões abertas, uma para cada objetivo.

**Versão A — aluno:**

1. Durante uma refeição, por que mastigar bem e misturar o alimento à saliva contribuem para o início da digestão?
2. Explique por que uma alimentação variada pode ampliar a oferta de nutrientes. Não conclua que uma única refeição causa ou evita doença.

**Gabarito A:** 1. A resposta deve relacionar mastigação à fragmentação mecânica do alimento e saliva ao início da digestão de parte dos carboidratos. 2. A variedade pode oferecer nutrientes diferentes; a resposta deve usar possibilidade, sem diagnóstico ou promessa de efeito imediato.

**Versão B — aluno:**

1. Antes de engolir, Lara mastiga o alimento e ele se mistura à saliva. Explique como essas duas ações ajudam a iniciar a digestão.
2. Uma pessoa repete sempre os mesmos poucos alimentos. Explique por que isso pode limitar a oferta de nutrientes diferentes, sem transformar a resposta em diagnóstico de saúde.

**Gabarito B:** 1. A resposta deve relacionar mastigação à fragmentação mecânica do alimento e saliva ao início da digestão de parte dos carboidratos. 2. Uma alimentação pouco variada pode oferecer menor diversidade de nutrientes; a resposta deve manter a ideia de possibilidade e não afirmar doença.

As duas versões cobrem os mesmos objetivos e pedem explicação, mas continuam exigindo revisão do professor quanto a clareza, extensão das respostas e tempo de aplicação. Mesmo objetivos iguais não demonstram equivalência psicométrica; o propósito aqui é reduzir diferenças evitáveis entre as versões.
## Como montar no Didata

1. Releia a prova original e escreva, ao lado de cada questão, o que ela verifica: conceito, procedimento, interpretação ou explicação. Não copie apenas o tema.
2. Abra o [gerador de prova com IA](/ferramentas/gerador-de-prova-com-ia) e informe disciplina, série, tema, quantidade curta de questões e os objetivos preservados. Peça duas versões separadas, cada uma com gabarito.
3. Para itens isolados, use o [gerador de questões com gabarito](/ferramentas/gerador-de-questoes-com-gabarito). Compare as versões lado a lado e descarte qualquer item que dependa de conteúdo não trabalhado.
4. Confira o gabarito manualmente. Em questões abertas, escreva critérios observáveis, como “menciona fragmentação do alimento” e “relaciona saliva a início da digestão”.
5. Faça uma revisão de equivalência: mesmo conteúdo central, dificuldade próxima, comando compreensível, quantidade de leitura parecida e valor compatível. Registre diferenças que não puder resolver.
6. Exporte ou organize o material por turma. Se houver folhas respondidas, o [corretor de prova por foto com IA](/ferramentas/corretor-de-prova-por-foto-com-ia) pode sugerir leituras; confirme cada caso ambíguo antes de fechar a correção.

## Limites e cuidados

A IA pode trocar um conceito, criar um distrator com mais de uma resposta possível ou produzir versões com dificuldades diferentes. Ela também não conhece, sozinha, o que foi efetivamente ensinado nem a política da escola para segunda chamada. A revisão do professor continua necessária, sobretudo em questões abertas e em qualquer adaptação para um aluno específico. Não use nome, diagnóstico ou outros dados identificáveis no pedido; veja também o guia de [IA na educação e LGPD](/guias/ia-na-educacao-e-lgpd).

O resultado correto é uma nova oportunidade comparável, não uma promessa de equivalência perfeita. Se as versões divergirem em leitura, conteúdo ou complexidade, anote a ressalva e ajuste a aplicação ou a correção com transparência.
