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Atividade · Ensino FundamentalCom gabarito

Brasil Colônia: a economia açucareira

10 questões sobre o engenho, o trabalho escravizado e o comércio colonial, com fonte histórica e gabarito comentado.

Disciplina:
História
Série:
7º ano
Questões:
10
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Objetivo da atividade

Compreender o funcionamento da economia açucareira no Brasil colonial dos séculos XVI e XVII, identificando a estrutura do engenho, o papel central do trabalho escravizado e a inserção da produção no comércio colonial regido pelo pacto colonial. A atividade articula a leitura de fontes históricas com questões objetivas e discursivas, exigindo que o aluno relacione os diferentes elementos do sistema produtivo.

Instruções para os alunos

  • Leia com atenção cada enunciado e os trechos de documentos históricos apresentados antes de algumas questões.
  • Nas questões objetivas, marque apenas uma alternativa.
  • Nas questões discursivas, responda com frases completas, usando seus próprios argumentos e os dados das fontes.
  • Capriche na letra e na organização. A atividade tem 10 questões.

Questões

Questão 1. A produção de açúcar foi escolhida por Portugal como principal atividade econômica do Brasil no século XVI por vários motivos. Assinale a alternativa que apresenta razões corretas para essa escolha:

a) O clima quente e úmido do litoral nordestino e o solo de massapê eram favoráveis à cana, e o açúcar tinha alto valor no mercado europeu. b) O açúcar era um produto barato e abundante na Europa, o que facilitava sua venda. c) A cana-de-açúcar exigia pouca mão de obra, sendo cultivada por poucos trabalhadores livres. d) O Brasil já possuía grandes cidades capazes de consumir todo o açúcar produzido.


Questão 2. Leia o trecho a seguir, escrito pelo padre Antônil no início do século XVIII:

"Os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles no Brasil não é possível fazer, conservar e aumentar fazenda, nem ter engenho corrente." (André João Antonil, "Cultura e Opulência do Brasil", 1711, adaptado.)

Com base no documento, explique o que o autor quis dizer ao chamar os escravizados de "mãos e pés do senhor de engenho".


Questão 3. O engenho era a unidade de produção do açúcar. Sobre suas três áreas principais, relacione a coluna da esquerda com a da direita:

(1) Casa-grande (2) Senzala (3) Casa de engenho (moenda, fornalhas e casa de purgar)

( ) Local onde a cana era moída, o caldo era fervido e o açúcar era purificado. ( ) Residência do senhor de engenho e de sua família, centro do poder. ( ) Alojamento precário onde viviam, sob condições desumanas, os africanos escravizados.


Questão 4. O termo "senhor de engenho" designava:

a) O trabalhador africano responsável por moer a cana. b) O grande proprietário de terras, escravizados e da estrutura de produção do açúcar, figura de grande prestígio social na colônia. c) O funcionário enviado pelo rei de Portugal para fiscalizar a produção. d) O comerciante holandês que comprava o açúcar.


Questão 5. Leia o relato do viajante alemão Hans Staden, que esteve no Brasil no século XVI:

"Trazem os negros da Guiné e de Angola por mar, em navios, e os vendem aos senhores, que os põem a trabalhar nos canaviais e nos engenhos de açúcar, de sol a sol." (Adaptado de relatos de viajantes do século XVI.)

A partir do texto e dos seus conhecimentos, descreva como era a vida e o trabalho dos africanos escravizados nos engenhos. Cite ao menos dois aspectos.


Questão 6. O comércio do açúcar estava submetido ao chamado pacto colonial (ou exclusivo metropolitano). Esse conjunto de regras determinava que:

a) A colônia podia vender seus produtos livremente para qualquer país europeu. b) A colônia só podia comercializar com a metrópole, comprando dela e vendendo a ela, garantindo o lucro a Portugal. c) Portugal era obrigado a comprar o açúcar a preços altíssimos, beneficiando os colonos. d) Os africanos escravizados podiam vender parte do açúcar que produziam.


Questão 7. Julgue as afirmativas a seguir com (V) para verdadeiro e (F) para falso:

( ) O açúcar produzido no Brasil era em grande parte refinado e distribuído na Europa por comerciantes holandeses, ligados à cidade de Amsterdã. ( ) O trabalho nos engenhos era realizado principalmente por trabalhadores assalariados vindos de Portugal. ( ) A produção açucareira concentrava-se sobretudo nas capitanias de Pernambuco e da Bahia. ( ) A escravização indígena foi totalmente abandonada logo no início da colonização, sem nenhuma utilização da mão de obra dos povos originários.


Questão 8. A produção de açúcar movimentava um amplo comércio que ligava três continentes, conhecido como comércio triangular. Explique, com suas palavras, o que circulava entre a Europa, a África e a América nesse comércio.


Questão 9. Além do açúcar, os engenhos produziam outros bens a partir da cana. Assinale a alternativa que apresenta um desses produtos e seu destino:

a) O algodão, exportado para a China. b) A aguardente (cachaça), que chegou a ser usada como mercadoria de troca no tráfico de escravizados na África. c) O café, principal produto da época colonial. d) O ouro, extraído diretamente da cana-de-açúcar.


Questão 10. "A sociedade açucareira era patriarcal e hierarquizada." Explique essa afirmação, indicando quem ocupava o topo e quem ocupava a base dessa sociedade e qual era a relação entre esses grupos.

Gabarito (comentado)

Questão 1 — Alternativa A. O litoral nordestino reunia condições naturais ideais: clima quente e úmido e o solo de massapé (argiloso e fértil). Somava-se a isso a alta demanda europeia e o domínio português da técnica de produção, herdada das ilhas atlânticas. As demais alternativas erram ao afirmar que o açúcar era barato (era artigo de luxo), que exigia pouca mão de obra (era intensivo em trabalho) ou que havia grandes cidades consumidoras na colônia.

Questão 2. Espera-se que o aluno perceba que Antônil afirma a dependência absoluta da economia colonial em relação ao trabalho escravizado: sem os africanos não havia plantio, colheita nem produção de açúcar. A metáfora "mãos e pés" mostra que toda a riqueza do senhor era construída pela força de trabalho dos escravizados, ainda que o documento, escrito por um homem da época, não condene essa exploração.

Questão 3 — Sequência: 3, 1, 2. A casa de engenho abrigava a moenda e as fornalhas; a casa-grande era a residência do senhor e centro do poder; a senzala era o alojamento precário dos escravizados.

Questão 4 — Alternativa B. O senhor de engenho era o grande proprietário, dono da terra, dos escravizados e da estrutura produtiva, exercendo enorme poder econômico, social e político na colônia.

Questão 5. Resposta pessoal que contemple pelo menos dois aspectos, como: jornadas exaustivas de sol a sol; castigos físicos violentos; alimentação insuficiente e moradia precária nas senzalas; alta mortalidade; ausência total de liberdade e direitos. Valorize respostas que reconheçam a desumanidade do sistema e as formas de resistência (fugas, quilombos, revoltas).

Questão 6 — Alternativa B. O pacto colonial garantia o monopólio comercial da metrópole: a colônia só comerciava com Portugal, comprando produtos manufaturados caros e vendendo matérias-primas baratas, de modo que o lucro se concentrava na metrópole.

Questão 7 — Sequência: V, F, V, F.

  • (V) Os holandeses, sobretudo após financiarem e refinarem o produto, tiveram papel central na distribuição do açúcar na Europa.
  • (F) O trabalho era realizado por africanos escravizados, não por assalariados portugueses.
  • (V) Pernambuco e Bahia foram os principais centros produtores.
  • (F) A escravização indígena foi praticada, especialmente no início, antes de predominar a mão de obra africana.

Questão 8. Espera-se a descrição do circuito: da Europa saíam manufaturados e armas; da África eram levados, de forma forçada, homens e mulheres escravizados para a América; da América (Brasil) seguiam para a Europa produtos como o açúcar. Valorize respostas que destaquem o caráter violento do tráfico de pessoas como base do sistema.

Questão 9 — Alternativa B. A aguardente (cachaça), subproduto da cana, era consumida na colônia e usada como mercadoria de troca no tráfico de escravizados na costa africana, integrando-se ao comércio atlântico.

Questão 10. Espera-se que o aluno explique que a sociedade era patriarcal (organizada em torno da autoridade do senhor de engenho, chefe da família e da propriedade) e hierarquizada (com grupos rigidamente separados). No topo estavam os senhores de engenho; logo abaixo, homens livres pobres, feitores e trabalhadores especializados; na base, os africanos escravizados, sem direitos, sustentando com seu trabalho toda a riqueza dos que estavam acima. A relação entre topo e base era de dominação e exploração.

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