O nome do aluno fica no seu aparelho
Antes de enviar, a tela mostra a foto e pede que você cubra com uma tarja preta o nome, o número e outros dados que identifiquem o aluno no cabeçalho. Você ajusta a altura da tarja e pode acrescentar outras. A foto original não sai do aparelho: o que vai é uma cópia nova, com a tarja e sem os dados da câmera (como local e data).
Quem escolhe o aluno de cada foto é você, numa lista. O nome escrito na folha não é lido por IA. Se quiser, o próprio aparelho pode sugerir o nome lendo o cabeçalho, sem enviar a imagem a ninguém; a sugestão vem desligada e você confere antes de escolher.
Se a tarja precisar cobrir uma resposta, não envie: tire outra foto com o nome separado das respostas. A tarja e a leitura no aparelho reduzem a identificação, mas não garantem anonimato: a leitura pode errar, e a letra e o conteúdo das respostas continuam na imagem.
Onde a foto fica guardada
Depois da tarja, a cópia segue por conexão criptografada (HTTPS) e fica num armazenamento privado na Supabase, em São Paulo. Privado quer dizer que ninguém abre a imagem por um link direto: para mostrá-la na tela de revisão, o sistema gera um link temporário e assinado, que expira em pouco tempo. A foto nunca é publicada nem aparece em busca.
Por quanto tempo ela existe
A foto é apagada no primeiro destes momentos:
- Você exclui a correção: as fotos daquela avaliação saem do armazenamento na mesma hora.
- 90 dias depois do envio: mesmo que você mantenha a correção, a imagem é apagada. A nota e o boletim continuam, porque são o registro pedagógico.
- Você exclui a conta: fotos, materiais e dados são removidos em até 30 dias.
Excluir o material da prova não apaga uma correção já feita: a nota fica ligada à turma, para você não perder o histórico sem querer. Para remover as imagens antes dos 90 dias, exclua a correção.
Quem lê a foto e o que fica com eles
A leitura das respostas é feita pela OpenAI e, como reserva, pela Anthropic. As duas são acessadas pela API, com processamento nos Estados Unidos. Elas recebem só a cópia com tarja. O aluno que você escolheu fica registrado no Didata, e o nome dele não vai para elas.
Pelas políticas publicadas de cada uma para a API, esses dados são normalmente guardados por até 30 dias e não são usados para treinar modelos. O prazo não é absoluto: pode ser maior por obrigação legal, por segurança ou abuso, ou conforme o recurso usado. Por isso não prometemos retenção zero. O Didata também não usa as fotos das suas turmas para treinar nada.
Mandar a foto para fora do Brasil é transferência internacional de dados, mesmo com o armazenamento em São Paulo. O que vai a cada provedor e a verificação dos contratos estão em transferência internacional de dados.
Quem decide sobre os dados do aluno
A escola ou o professor decide; o Didata executa. Para os dados dos alunos, o controlador é a escola ou a rede de ensino e, em aula particular ou cursinho próprio, o professor. O Didata é operador: guarda e processa a foto só para fazer a correção que foi pedida.
A base legal é escolhida por quem decide, e o consentimento dos pais é uma possibilidade, não a única. A ANPD admite tratar dados de crianças e adolescentes com qualquer das bases da LGPD, desde que o melhor interesse do aluno seja avaliado e prevaleça (Enunciado CD/ANPD nº 1/2023). Corrigir a prova faz parte do dever de avaliar, que a LDB dá à escola e ao professor (arts. 13 e 24); em aula particular pode ser preciso o consentimento de um dos pais ou responsável.
O que não serve de base é o contrato entre você e o Didata: ele cobre o seu uso da plataforma, e o aluno não é parte dele. Se você dá aula numa escola, vale conferir com ela como esses dados podem ser usados.
Correção sem cadastro
Em usedidata.com.br/corrigir, a correção acontece sem conta. A foto também recebe a tarja no aparelho, é usada só durante a leitura e descartada em seguida. Ela não é guardada, não é ligada a nenhum aluno e o nome escrito na folha não é lido.
Como pedir acesso ou exclusão
Um responsável que queira acessar ou apagar os dados de um aluno deve procurar o professor ou a escola, que conseguem excluir a correção na hora. Também dá para escrever ao Didata: encaminhamos o pedido a quem decide sobre os dados e ajudamos a cumpri-lo, com uma confirmação de identidade proporcional ao pedido.
Pedidos e dúvidas sobre dados pessoais: privacidade@usedidata.com.br.