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Privacidade · atualizado em 13 de outubro de 2026

Condições de leitura de provas

Quando você envia a foto de uma prova para o Didata ler, entram em jogo dados de alunos, e alunos não assinaram nada com a gente. Esta página explica em que condições essa leitura acontece e o que você confirma antes de enviar.

O que ainda está em verificação

A leitura de fotos de provas só é liberada, provedor por provedor, quando houver documentação verificada sobre a transferência dos dados para fora do Brasil. Esta página não afirma que alguma dessas leituras já esteja liberada, nem que o uso esteja em conformidade completa com a lei em todos os casos.

Quem decide e quem executa

O Didata é um serviço da KYBER TECH LTDA, CNPJ 68.263.129/0001-26. Para os dados dos alunos que aparecem nas provas, o Didata é operador: trata os dados em nome de quem decide sobre eles e segue as instruções dessa pessoa ou instituição.

Quem decide (o controlador) depende de como você trabalha:

  • Pela escola: se você usa o Didata com a autorização da escola ou da rede, ela é quem decide sobre os dados dos alunos.
  • Por conta própria: se você é professor autônomo (aula particular, reforço, cursinho próprio) e decide sozinho sobre esse uso, você é quem decide.

Os alunos não fazem parte do contrato entre você e o Didata. Esse contrato, sozinho, não justifica o uso dos dados deles.

Para que a foto é lida

Só para ler e transcrever as respostas, para você conferir. A IA não dá nota: na questão dissertativa e na redação ela só transcreve o que o aluno escreveu; na objetiva ela lê a letra marcada, e cada resposta só conta depois que você confirma.

O Didata não usa o conteúdo dos alunos para treinar modelos, para publicidade nem para qualquer finalidade própria.

Que provas podem ser enviadas

  • Provas de alunos com 13 anos ou mais.
  • Só conteúdo pedagógico comum: as questões e as respostas.
  • Nunca laudos, diagnósticos, relatórios de saúde ou outros dados sensíveis, como saúde, religião, opinião política, origem racial ou vida sexual.

Às vezes um dado sensível aparece no meio de uma resposta, numa redação sobre a própria família, por exemplo. Nesse caso, cubra só o trecho necessário com a tarja ou corrija essa prova à mão. O Didata não detecta dado sensível sozinho e não garante que a foto fique anônima: quem confere é você.

Antes do envio, você cobre com uma tarja, no seu aparelho, o nome e o número do aluno. A foto original não sai do aparelho; vai uma cópia com a tarja e sem os dados da câmera. Quem escolhe o aluno de cada foto é você, numa lista.

O que o responsável precisa ter feito

Antes de enviar, você confirma que a escola (ou você, se trabalha por conta própria):

  • documentou a autorização ou a decisão sobre esse uso e definiu a base legal adequada ao caso;
  • informou os alunos e as famílias sobre ele;
  • avaliou o melhor interesse dos adolescentes.

Cada responsável define a base legal no seu caso. O Didata não presume consentimento de alunos ou famílias nem escolhe uma base por você.

Essa confirmação é uma declaração sua. Marcar a caixa não prova que você tem autorização da escola nem vínculo com ela, e não substitui contratação institucional, procedimentos próprios de escola pública nem a autoridade real para decidir.

Suas instruções ao Didata

Ao confirmar a foto, você instrui o Didata, em nome de quem decide sobre os dados, a tratá-la apenas para leitura, transcrição e sua revisão, nas condições desta página. Por padrão, não é preciso que cada escola assine um documento separado: estas condições, aceitas no envio, registram as instruções.

Documentos com o nome do aluno, como o PEI, não fazem parte destas condições e têm documentação própria.

Por quanto tempo a foto fica

  • Com conta no Didata: a foto com tarja fica em armazenamento privado em São Paulo e é apagada automaticamente 90 dias depois do envio, ou na hora, se você excluir a correção.
  • No teste sem conta: a foto é lida e não é guardada pelo Didata depois da leitura.

Provedores e transferência

Quem lê a foto são os modelos de IA da OpenAI e da Anthropic, empresas dos Estados Unidos, pela API delas. Pelas políticas publicadas, os dados ficam normalmente até 30 dias nos registros desses provedores, com exceções, como obrigação legal, segurança ou conteúdo sinalizado. Eles não usam os dados para treinar modelos. Não prometemos retenção zero: esse tipo de acordo não foi verificado para a conta do Didata.

O mecanismo de transferência internacional de cada provedor está em verificação. O detalhe está na página de transferência internacional de dados.

Direitos dos alunos e das famílias

Alunos e famílias podem pedir acesso, correção ou exclusão dos dados. O pedido vai para quem decide sobre eles (a escola ou o professor autônomo), e o Didata ajuda a atender. Também é possível reclamar à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), em gov.br/anpd.

Pedidos e dúvidas sobre dados pessoais: privacidade@usedidata.com.br.

Estas condições complementam a política de privacidade, os termos de uso e a página de segurança dos dados na correção.